- O começo do fim.

 


  Se tudo não passou de um brincadeira, se tudo não passou de vontade humana?
  Oh meu querido eu não sei te responder.
  Se brincadeira assim foi, que seja sempre, brincadeiras são bem vindas aqui.
  Todas essas pessoas são tão lindas, que a vontade é amar todas de uma vez só, vontade humana é vontade animal e vontade animal não passa de ciência, tão racional... Tão chato, sem graça. Prefiro acreditar que a vontade humana é o afeto do mais puro, entre os animais em fuga dessa realidade que por vezes massacra, então acabam criando um mundo onde só cabe dois.
 
   Doce madrugada, querida taça de vinho amarga, me traga uma nova ilusão para viver, até o dia em que eu decidir que não há mais nada de interessante nesse mundo gigante para viver, que essas mãos grandes, os olhos dissimulados e todas essas bocas tortas não deixem de existir, que essas músicas invadam meus ouvidos e eu me perca sem planos nem regras pelas ruas e luzes dessa cidade colorida e cinza ao mesmo tempo.

   Ver cenas de amor e afeto entre velhinhos de uns 70 anos, cabelos brancos, um senhor e uma senhora em uma livraria, e quando eu olho, ele disfarçadamente apertando a bunda dela, brincadeira peculiar deles, de gente que se conhece e se entende, eles devem estar juntos a tanto tempo, ou talves acabaram de se conhecer quem sabe. Gente velha, bem humorada, e meio rara...  Quero gente pela pupila, que faz de mim santa e louca, quero gente que me faz rir, não me importa arquétipos. (Créditos a meu querido e desconhecido mas já amado pelas suas filosofias Handys Klaus).
  Sim esse tipo de gente me inspira, me deixa com vontade de viver. Vontade humana ? Talvez, da mais clara e sem restrições, e enfim pura.

 Que tudo isso seja lindo e que meu riso seja frouxo sempre, que minha pele cheire a flor, e que o pôr do sol me cause arrepios até eu decidir que viver aqui já não é mais para mim, até eu decidir virar borboleta e morrer depois de 24 horas...

                                                                                                                             Lectícia Péttine


Comentários

  1. Teus textos são sempre um misto de infinitas sensações, que trazem a tona a consciência momentos que eu já nem me lembrava mais e por consequência certos sentimentos que eu julgava apagados. Gosto de mergulhar nas tuas palavras, senhorita.

    Amei o último parágrafo e confesso que se eu pudesse já teria virado borboleta há muito tempo, o mundo tem me deixado exausta. rs

    Beijos, querida.
    www.semprovas.blogspot.com

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