O que eu quero saber ?

 


 Se olharmos para trás como nossos professores de história faziam antigamente, entendemos muito bem que evoluímos um por cima do outro e todo mundo se tornou máquina abastecida de sentimento e entendimento o que as vezes é muito mais caro do que a gasolina, tentamos (ou pelo menos eu tentei) entender tudo o tempo todo, mas na realidade não entendemos nada, porque uma coisa por mais simples que seja puxa outra que puxa outra que puxa outra...
   Nós somos culpados. Somos escravos de nós mesmos, falo de capitalismo e falo também de sentimentalismo, se um cara é rico de berço geralmente alguma coisa que não se refere a dinheiro o torna um escravo dele mesmo, e nós pessoas da classe média geralmente temos os dois juntos os problemas capitais e o não capitais. Apesar de hoje em dia ser muito feliz, sei que cada um acorda cedo querendo dormir ou com mera impressão que o dia de hoje foi o mesmo que o de ontem, vivemos agitados, e com impressão de que estamos todos presos querendo nos libertar... Não adianta muito a história de um dia de cada vez já que todos são iguais.
    "Os ignorantes são mais felizes", eu nunca me esquecerei dessas teorias, a gente quanto mais sabe mais quer saber, seres evolutivos e máquinas imparáveis.
     Mas peço que se concentrem no céu num dia ensolarado, nas nuvens que se formam, na respiração lenta e profunda que damos ao fim de um dia longo que parece varrer metade da vida, no sorriso de uma criança, na brincadeira e devaneio de algum animal, nos sons, na terra molhada e na grama geladinha, no assobio do vento, no abraço, no carinho e apenas não pare, não pare por um segundo sequer de viver ao seu modo, de sentir cada detalhe seja bom ou ruim, sejamos máquinas sim... só que mais sentimento do que máquina.
 
                                                                                                                                    Lectícia Péttine


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