Os bons momentos chegaram.

 


   O meu primeiro contato com o principezinho foi quando minha Tia Cris me levou um livro branco com uma aquarela tão simples e colorida lá no Paraná, a 1000 km de onde ela morava, o piloto diria "a milhas e milhas de qualquer terra habitada". Ela então, Tia Cris, minha rosa, leu para mim o livro inteiro, e depois partiu, fiquei com saudades e não podia ler o Pequeno Príncipe que lembrava da minha rosa e então eu chorava, até que eu criei mais idade,  ( lembrando que eu era realmente um cotoco de gente e mal sabia ler), vi ela muitas vezes depois, e pegava o livro sempre para ler, para achar uma passagem que se enquadrava a um momento da minha vida. Minha vó Carmen me disse certa vez quando me pegou em uma dessas leituras "filha esse livro se recria toda vez que você completa mais um ano". E é verdade, li e reli em todos meus aniversários até completar meus dezoito anos e me emocionar tanto que ao terminar o livro eu chorei e ri por meia hora. Ouvi ele na voz da minha mãe, a minha raposa. Na voz da minha Tia Regi enquanto lia um trechinho para os meu primos pequeninos. Eu ouvi ele pela minha alma. Hoje esse livro além de fazer parte da minha vida, faz parte de um dos melhores e mais intensos momentos da minha existência, apresentar O Pequeno Príncipe, juntar as emoções dos meus dezoito anos de vida, dar vida a uma personagem maravilhosa será um grande desafio, que não só já aceitei de corpo e alma como a minha personagem consegue se comunicar comigo.
   Espero passar pra vocês, ao abrir as cortinas de um dia lindo de outubro o mês em que as crianças sorriem esperançosas, toda essa simplicidade, pureza, magia, delicadeza e acima de tudo essa emoção que me toma só de pensar.
 
   Obrigada Saint-Exupéry.
   Obrigada meus lúdicos.
   Obrigada meus amores !
                                                     
                                                                                                                       Lectícia Péttine 

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