Da doideira.




As vezes me bate a doideira e me dá aquela vontadezinha de ter com quem compartilhar aquelas músicas lindas e super realistas da Clarice Falcão.
As vezes me bate a doideira de querer um namoradinho de mentira só pra rir comigo de coisas toscas.
As vezes me bate a doideira e me dá vontade de sair distribuindo abraços para desconhecidos.
As vezes me bate aquela doideira (que bate em todo mundo) de pegar um lençol e fingir que eu sou uma princesa bem gata como eu era quando mais nova.
As vezes me bate a doideira de chupar gelatina e ensinar como se chupa gelatina na internet.
As vezes me bate a doideira de monomania ( sim. igual a da música aqui de baixo) .
As vezes me bate a doideira de falar com os estranhos.
As vezes me bate a doideira de dançar na rua com a minha mãe.
As vezes me bate a doideira de acordar meu pai fazendo cócegas na orelha dele com uma pena.
As vezes me bate a doideira de andar sem rumo na rua em dias de frio.
As vezes me bate a doideira de irritar meu irmão, e andar de cavalinho nas costas dele.
As vezes me bate a doideira de falar sim hoje, e amanhã falar, não...
 
As vezes me bate a doideira de não ser mais tão louca.
Bate a doideira de parar de sonhar.
Bate a doideira de ser uma pessoa tímida.
Bate a doideira de imitar uma pessoa deprê.

Mas vou falar bem direitinho que essas últimas quatro doideiras que me bate de vez em quando são as que me deixam mais preocupadas.
PS: Dessa vez, tudo isso são fatos reais. Desculpa papai :)

                                                                                                                      Lectícia Péttine




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