Ladra de nuvens.

  



 "Tudo é possível aqui meu bem" - Disse enquanto pulava quadrados imaginários no chão, é impressionante a habilidade que tinha em ser criança num mundo de adultos, e rir feito boba de coisas idiotas em horas inoportunas e por mais incrível que pareça, não se importar nenhum pouco em fazer isso. Ela tratava todos no mesmo patamar, e geralmente o mundo dizia pra ela "tenha modos, ele é uma pessoa importante fale como uma dama", e ela ria e continuava um discurso intenso do como fazia para contar estrelas em noites nubladas para o dono da empresa. 
    Fazia questão de mostrar ao moço hippie - aqueles caras que geralmente as pessoas teriam medo na rua -  que a seguiu como o mundo é bonito se você ver as coisas como elas são e não como inventam, foi lindo o que ela sentiu quando viu o moço sorrir e quase chorar, ela se emociona fácil, e lembra que é justo que nem todo mal é tão mal assim. 
    Todo mundo se perguntava "quando essa menina vai acordar pra vida ?", acredito que se você fechar os olhos dá pra entrar no mundo onde roubar nuvens é possível, mas ela fazia isso de olhos abertos e quer saber? Era delicioso. 
    O coração não se define, era mesmo um coração, não era de um, era de todos de quem quisesse e conseguisse entrar, não há restrições para quem nunca cresceu. 
    A forma não se limita, a sensação de poder ser 10 ou 10000 era intensa. 
    E o pensamento não tem barreiras, opinião é não ter opinião, tudo é válido quando se afina mente e coração.  
    Deixamos de ser hipócritas, coisas definitivas enjoam, é como um dia igual ao outro, e isso não existe.
  Personagens que se fazem ao longo da vida... 
  Bem vindo onde tudo é possível meu bem, e continue sonhando, acordado... 
                                                                                              
                                                                                                                              Lectícia Péttine 




                                                                         

Comentários

  1. Oi Lee. Cada vez melhor. Fico não querendo te dizer para escrever a sério, mas seria brincadeira diante de tanta maturidade. Mas vá lá: pensei nisso umas duas vezes essa semana. Faz um livro de contos. Com personagens. Começo meio e fim por todos os lados. Exatamente como você tem feito. Igualzinho. Mas um livro de contos. Igualzinho ao que você tem feito todos os dias. Só pra chamar: "Livro de Contos". Eu não queria te dizer isso, mas a única pessoa que pode escrever como Clarisse Lispector, que eu conheço, é você. E eu sei que isso vai acontecer. Só que não tô com paciência de esperar. Escreve tudo, muito e muito bem, logo! Melhor que Clarisse, só pra eu poder dizer que tenho uma amiga que ninguém conhece que escreve melhor que Clarisse Lispector! Que eu não aguento mais esperar. Beijos desse poeta menor que te admira. Tiberio

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