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Mostrando postagens de Setembro, 2014

Da doideira.

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As vezes me bate a doideira e me dá aquela vontadezinha de ter com quem compartilhar aquelas músicas lindas e super realistas da Clarice Falcão.
As vezes me bate a doideira de querer um namoradinho de mentira só pra rir comigo de coisas toscas.
As vezes me bate a doideira e me dá vontade de sair distribuindo abraços para desconhecidos.
As vezes me bate aquela doideira (que bate em todo mundo) de pegar um lençol e fingir que eu sou uma princesa bem gata como eu era quando mais nova.
As vezes me bate a doideira de chupar gelatina e ensinar como se chupa gelatina na internet.
As vezes me bate a doideira de monomania ( sim. igual a da música aqui de baixo) .
As vezes me bate a doideira de falar com os estranhos.
As vezes me bate a doideira de dançar na rua com a minha mãe.
As vezes me bate a doideira de acordar meu pai fazendo cócegas na orelha dele com uma pena.
As vezes me bate a doideira de andar sem rumo na rua em dias de frio.
As vezes me bate a doideira de irritar meu irmão, e anda…

Pare, respire, sinta.

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Nós todos.
Egocêntricos ?
Egoístas?

  A dor de viver é a melhor das dores da própria vida.
  Pensamos na nossa vida muitas vezes como se ela não se ligasse a mais nada ou ninguém, e quando colocamos tudo em prática até aquele cachorrinho que tu deu um carinho na rua entra na reta.
  Nesse momento já não sofremos por sermos realmente egoístas, mas por nos ligar no próximo; fácil demais pensar em si mesmo na teoria. Difícil demais pensar apenas em si mesmo na prática.
  Planejamos situações de chuveiro, aquelas que nunca acontecem, vivemos situações que jamais planejamos.
   Somos gladiadores no meio da terra de ninguém, lutamos por amar demais.
   E então no fim você apenas tem medo de não ser feliz.
   Tudo é muito mais simples do que entrar em parafuso planejando uma vida antes de dormir.


    "Presta a atenção amor, o mundo é um moinho"
    Carpe diem.

                                                                                                        Lectícia Péttine


Da primeira vez era a cidade, da segunda o cais e a eternidade.

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Azul, neblina finíssima.
  O rosa escancarado com o roxo suave de nuvens pintadas.
  As garças chegando e pairando em suas próprias asas, brincando com o ar.

  De repente o riso de uma criança, o flash de um fotógrafo distante e um canto de passarinho como quem chama os filhos pra dormir.
  Um gato se enlaçando entre minhas pernas, um cachorro com olhar de anjo e sorrindo por de baixo dos pêlos. Ter a certeza dos amigos do peito.
   O ar de dama da noite. A ave maria da pequena Igreja central. Os casais de cabelos brancos andando serenamente de mãos dadas, olhar de crianças de setenta e poucos anos, jovens esses amores que nunca morrem.
   Os ipês amarelos na luz fraquinha do sol. A luz natural se juntando com as luzes alaranjadas dos gigantes postes de luz.
    O vento nos caracóis dos meus cabelos, a perda dos pensamentos, o sentimento puro e simples sob meu corpo. O colorido do sorriso de uma pessoa aleatória na rua, o balanço de uma dança sem rostos.
    A música que embala min…