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Mostrando postagens de Maio, 2014

Cólica, querida e doce cólica.

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Diferente do que possam vir a pensar isso não é um suplicio e muito menos um texto triste de uma pobre menina que começou a vida a pouco tempo... ( e o coro grita "óh que dózinha").
  Acordo em um dia sem qualquer resquício de inspiração e uma dor do cão, não daquelas dores de coração por estar com saudade, nem aquelas dores de garganta que da vontade de gritar por não ter dito algo que gostaria em algum momento, não não não, era cólica mesmo... Oh Deus e que cólica. Sei que na maioria das vezes os temas são muitas vezes limitados, oh gente, come on, todo mundo se emociona com a vida e ama amar, mas hoje infelizmente, infelizmente e dolorosamente a principio venho aqui falar mesmo da minha cólica, alguns vão rir, outros vão pensar "o que é isso Letícia?" e outros talvez me pararam com um olhar reprovador, não posso fazer nada por vocês estive com cólica e nenhum ser macho poderá saber o que é isso, as moças talvez entendam, mas eu realmente acho que vão é ficar …

Ela usava preto...

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Havia uma vez em um sonho uma bela moça de cabelos negros e olhos profundos, uma vez, uma única vez, eu olhei para ela e ela me voltou o olhar com um ar tão penetrante que daria para ver através do seu vasto sorriso uma alma um pouco turva, ela tinha aptidão em encantar os rapazes da cidade, dançava, cantava, jamais poderíamos vê-la na solidão, não negava pérolas nem diamantes, ela brilhava e tinha um belo coração, mas ninguém no salão imenso conseguirá olhar suas atitudes olhavam apenas a sua beleza, ela usava preto.
  Uma certa vez já acordada vi uma moça muito parecida com a do sonho, tentei olhar para seus olhos só pra me certificar se eram os mesmos olhos profundos, ela não deixou... O seu jeito diferente da garota do sonho era acanhado, ela tinha os olhos e a cabeça baixa, depois de algum tempo eu me desviei o olhar e ela sumiu, talvez tenha corrido, talvez eu a tenha assustado... Ela também usava preto.
   Passado alguns anos estava eu em um lindo jardim, um vulto com muito…

O céu de São Paulo é roxo...

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Roxo de histeria e risos altos nas madrugadas dançantes...
Talvez, roxo de tanto correr e correr e na maior parte do tempo correr parado...
Roxo de amor, e um tanto roxo de ódio.

O céu de São Paulo é roxo de poluição e é roxo de franqueza...
Também é roxo de animação as sextas e sábado a noite...

O céu de São Paulo não tem rico não tem pobre, o pobre está com o rico nos metrôs, na Av. Paulista, na Consolação, na Av. São João.
O céu de São Paulo é indefinido como suas indiferenças.
O céu de São Paulo é lindo de morrer ao olhar numa manhã ou apenas de relance.

O céu de São Paulo goteja...
Goteja como os barracos das favelas.
Goteja como as águas que caem do chuveiros...
Goteja como as banheiras dos hotéis de luxo.

O céu de São Paulo vive.
Além das luzes da grande cidade,
Além dos gritos indevidos da alta sociedade,
Além do frio dos mendigos da Sé.

O céu de São Paulo não tem ruim ou bom,
Ao mesmo tempo, no mesmo segundo...
Mães voltando do trabalho exaustas enquanto seus filhos saem par…

Nunca estamos sozinhos.

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Enquanto todas aquelas luzes brilhavam eu estava pensando em como carregar elas comigo pra sempre. Saber que em cada pontinho de luz ali tem uma história e uma esquina diferente, que no meio de toda essa confusão não havia só eu ali, que não era só eu que estive caindo cada vez mais fundo na complicação que é a cabeça das pessoas, mas que ao mesmo tempo todos tinham um modo exatamente certo e pessoal acima de qualquer julgamento de fazer as coisas funcionarem, era reconfortante, como se todos os pseudo problemas tivessem uma solução tão rápida quanto o tempo que passa.
 Quando a gente olha as coisas por cima, tudo parece pequeno demais e simples demais enquanto na verdade tudo é tão infinito...

                                                                                                                               Lectícia Péttine


O que eu quero saber ?

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Se olharmos para trás como nossos professores de história faziam antigamente, entendemos muito bem que evoluímos um por cima do outro e todo mundo se tornou máquina abastecida de sentimento e entendimento o que as vezes é muito mais caro do que a gasolina, tentamos (ou pelo menos eu tentei) entender tudo o tempo todo, mas na realidade não entendemos nada, porque uma coisa por mais simples que seja puxa outra que puxa outra que puxa outra...
   Nós somos culpados. Somos escravos de nós mesmos, falo de capitalismo e falo também de sentimentalismo, se um cara é rico de berço geralmente alguma coisa que não se refere a dinheiro o torna um escravo dele mesmo, e nós pessoas da classe média geralmente temos os dois juntos os problemas capitais e o não capitais. Apesar de hoje em dia ser muito feliz, sei que cada um acorda cedo querendo dormir ou com mera impressão que o dia de hoje foi o mesmo que o de ontem, vivemos agitados, e com impressão de que estamos todos presos querendo nos libert…